Feitos sem agrotóxicos, são mais saudáveis e saborosos. Experimente!
Você come diariamente frutas, verduras e legumes variados. Muito saudável, certo? Hum... depende! Já pensou na quantidade de agrotóxicos que vem junto com eles? Pois é, você pode até controlar o peso e o colesterol mantendo esta dieta, entretanto, ao mesmo tempo compromete sua saúde. Mas, antes que você pense que é melhor excluir esses alimentos do seu cardápio, que tal experimentar os vegetais orgânicos? Cada vez mais comuns em supermercados, eles são produzidos sem pesticidas de qualquer espécie, tornando sua alimentação mais saudável e sem agredir a natureza. A única desvantagem ainda é o preço...
Para quem ingere, os benefícios dos orgânicos são muitos. Eles possuem valor nutricional superior ao do alimento cultivado de maneira convencional. "Pesquisas mostram que seu sabor e aroma são mais acentuados e as cores mais vivas", explica Bruna Murta, nutricionista da rede Mundo Verde. E outras características também chamam a atenção. "Como os alimentos são isentos de contaminações químicas, seu tempo de validade diminui, além de terem um tamanho um pouco menor", diz.
“Estamos protegendo a qualidade da água, refazendo bons solos. Desta forma, cuidamos das futuras gerações com a preservação do meio ambiente”
Porém, ao contrário do que muita gente pensa, os orgânicos são muito mais que produtos sem agrotóxico. Eles também são o resultado de um sistema de produção que equilibra o uso do solo e os demais recursos naturais, o que deixa o processo mais sustentável, não degradando a biodiversidade. "Estamos protegendo a qualidade da água, refazendo bons solos. Desta forma, cuidamos das futuras gerações com a preservação do meio ambiente", explica a especialista.
O bom é...
Inúmeros alimentos já estão sendo produzidos organicamente. Na extensa lista figuram legumes, verduras, soja, arroz integral, sucos, vinhos, chás, erva-mate, linhaça, semente de girassol, gergelim, palmito, entre outros. As frutas são um capítulo à parte, segundo Bruna Murta. "Ocorreu um aumento na produção, entretanto, o mercado ainda não está totalmente consolidado. As frutas orgânicas correspondem a cerca de 2% do total comercializado no país".
O ruim é...
Ainda não existem estatísticas oficiais, mas as regiões metropolitanas são apontadas como grandes consumidoras de alimentos orgânicos, demandando de 30 a 35% mais produtos. A maior parte da produção mundial - no Brasil, 70% - vem de pequenas e médias propriedades familiares. Apesar da busca pela qualidade de vida ter se tornado constante na vida dos brasileiros, ainda falta uma atenção especial das políticas públicas. De acordo com Moacir Darolt, pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná e Vice-Presidente da Associação de Consumidores de Produtos Orgânicos do Paraná, deve haver fortalecimento do mercado local e institucional, levando alimentos ecológicos para a maior parte da população, como acontece em outros países. "Estados Unidos e União Européia representam os dois principais mercados, consumindo mais de 90% do que é produzido no mundo. Só a Holanda consome 33% do que o Brasil exporta para a Europa", finaliza. Com isso, o preço dos alimentos - ainda um pouco salgado para os padrões tupiniquins - tendem a cair.
Selo de autenticidade
Para reconhecer um alimento orgânico, fique atenta! Há uma legislação específica (Decreto n°6.323, de 27 de dezembro de 2007), que define os critérios desde a produção até a venda. Por isso é fundamental observar se o mesmo possui o Selo de Garantia de Orgânicos. "A certificação é realizada com periodicidade de dois a seis meses, e verifica se o cultivo e o processamento estão de acordo com as normas", explica Dalrot. Se tudo estiver aprovado, a propriedade poderá gerar outros produtos que receberão o selo de qualidade. "O selo garante a qualidade nutricional e biológica do alimento", alerta Bruna Murta.
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